terça-feira, 2 de julho de 2013

Decorrente de uma conversa...

... tida com uns Amigos, num recente festival, em que falávamos de épocas e períodos especiais na história musical,  tentei convence-los que um dos anos, que de memória, me lembrava ser ímpar foi o de 1993.
Decidi posteriormente investir algum tempo na pesquisa e rapidamente dei por mim com um conjunto de mais de 30 temas editados naquele ano.
Aqui fica o QuasePodcast35. Ele tem cerca de 74 minutos e recolhe a seleção do que, na minha opinião, de melhor nos deu ano de mil nove e noventa e três:

01. Mazzy Star - Five string serenade
02. Grant Lee Buffalo - Jupiter and teardrop
03. Yo La Tengo - Nowhere near
04. Cocteau Twins - Know who you are at every age
05. Tindersticks - Whisky and water
06. Slowdive - When the sun hits
07. Red House Painters - Uncle Joe
08. Björk - Come to me
09 Morphine - I'm free now
10. U2 - Babyface
11. Suede - She's not dead
12. The Verve - Slide away
13. Blur - For tomorrow
14. Radiohead  - Blow out
15. The Breeders - Divine hammer
16. Nirvana - Heart-shaped box
17. Smashing Pumpkins - Cherub rock


O ficheiro em formato .mp3 pode ser descarregado, de forma gratuita, aqui (Botão direito do rato e escolher Guardar ficheiro como...).
Os restantes (anteriores) podem ser ouvidos e descarregados aqui.
Os temas usados nesta compilação destinam-se unicamente a fins de teste. Caso alguém se sinta lesado com a divulgação, faça favor de manifestar o facto, razão que levará à retirada dos mesmos.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A diferença entre...

... o mais ou menos e o quase...
..."A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...
TUDO BEM!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos."

terça-feira, 25 de junho de 2013

Riding Pânico - Dance hall

Riding Pânico é um projeto Lisboeta que está de volta aos discos com «Homem Elefante», editado este mês. No curriculum contam já com o registo «Lady Cobra», álbum que saiu em 2008. A banda inclui elementos dos Paus, If Lucy Fell e Men Eater. Vale mesmo a pena investigar este moços.  Falo-vos de Post Rock a sério...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A Voxx foi...

... um dos mais interessantes projetos de rádio portugueses. As suas emissões iniciaram-se em 2003 e acabaram em 2005. Sintonizava-se em Lisboa (91.6MHz), no Porto (90.0Mhz) e na parte final em emissão online. Dizia-se que veio preencher um vazio (parte eletrónica) deixado pela extinção de outra, também excelente e mais abrangente - a XFM.
A Voxx continuou a introduzir em Portugal novas correntes musicais, ligadas à cultura eletrónica como o house minimal, drum n’ bass, hip hop e trip hop. Foi através dela que tive a oportunidade de rever (re-ouvir) ícones da rádio como Aníbal Cabrita, Isilda Sanches, Sofia Morais e Sílvia Alves. Dedicada às minorias, a Voxx primava pelos seus jingles autopromocionais. Lembro-me de uns quantos: - Voxx - Rádio Disfunção Portuguesa; - Tudo o que se passa, passa ao lado da Voxx; - Se gosta de carapaus de um dia para o outro, passe por cá amanhã; - Sou pecador e tu vais-me tramar, não vais, Deus?; - Você é gay? Em caso afirmativo, sorria.; - Voxx, emissora caótica portuguesa; - Voxx, a re... nascença da rádio; - Voxx, a melhor música de todos os apeadeiros; - Voxx, a número quatorze do ouvinte; - Voxx, o polvo é quem mais ordenha!; - Grão a grão, apanha a galinha uma congestão e a que para mim é a melhor de todas: Vox: A última grande desilusão da rádio portuguesa
QuasePodcast34 é a minha homenagem à infelizmente extinta Rádio VOXX e os temas nela apresentados tiveram a dita como inspiração:

01. De Phazz - No jive
02. Lemon Jelly - In the bath
03. Kid Loco - Flying on a 747
04. The Herbaliser - Song for Mary
05. Gabin - Doo Uap, Doo Uap, Doo Uap
06. Rainer Trüby - To be
07. Bentley Rhythm Ace - Bentley's gonna sort you out
08. Boards Of Canada - Happy cycling
09. Jazzanova - Hanazono
10. Adam F - Circles
11. Poets Of Thought - Jamming the session
12. Nicola Conte - Arabesque
13. dZihan and Kamien - Homebase
14. Kruder & Dorfmeister - Useless
15. Tosca - Boss On the boat


Espero que gosteis...
O ficheiro em formato .mp3 pode ser descarregado, de forma gratuita, aqui (Botão direito do rato e escolher Guardar ficheiro como...).
Os restantes (anteriores) podem ser ouvidos e descarregados aqui.
Os temas usados nesta compilação destinam-se unicamente a fins de teste. Caso alguém se sinta lesado com a divulgação, faça favor de manifestar o facto, razão que levará à retirada dos mesmos.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Os melhores de 2012 (Humilde escolha do autor) 5 a 1

Continuo a divulgação dos registos discográficos que mais apreciei em 2012. Deixo os cinco primeiros classificados:
05. Burial - Kindred
Burial – Kindred EP (2012) [MP3]
William Bevan é um músico/produtor Londrino do qual sou acérrimo fã. Esta minha posição prende-se com o facto de conseguir, desde sempre, com alta qualidade, destacar-se e ter uma forma diferente/única de abordar o Dubstep ou 2-step Garage. Sim, o quinto melhor disco de 2012 é um EP, só com três temas. Mas os cerca de 30 minutos são de incríveis batidas, ritmos alucinantes e vocalizações/samples de fazer inveja à maioria do actual panorama da eletrónica. Todas as faixas são de destaque: KindredLonerAshtray Wasp.
Esta banda Norte-americana é uma ideia do génio Ed Droste e ao quarto registo apresentam um disco completo, cheio de rock, com os habituais traços de psicadelismo misturados com tremendos instrumentais, que vão crescendo ao longo das faixas. Temas a destacar: Yet again, The huntSpeak in rounds.
A terceira posição é ocupada pelo rock etéreo dos Tame Impala, quarteto Australiano liderado por  Kevin Parker. Fabuloso segundo disco, cheio de psicadelismo, a lembrar finais dos 60´e inícios dos 70', onde se podem ainda encontrar vocalizações seguras e atraentes. Escolhas: ElephantWhy won't they talk to me? e Feels like we only go backwards.
02. Grimes - Visions
Grimes é o projeto de Claire Boucher, produtora canadiana, que com este seu terceiro disco conseguiu abrir novos caminhos na cena eletrónica. Falo de uma mistela de complexas e misteriosas melodias, que deambulam entre o synth/dream pop, RnB, dubstep, ambient e até hip-hop. Temas a destacar: Genesis, Oblivion, Vanessa e Be a body.
01. Beach House - Bloom
O melhor disco de 2012 é apresentado pelo duo Beach House. Os norte-americanos Victoria Legrand e Alex Scally estão cada vez mais em forma e voltam a encantar o planeta com um registo (o quarto da carreira) soberbo, carregado de excelentes canções, melodias Dream Pop e vocalizações divinais da esposa Victoria. Grande, Grande disco, em que é impossível destacar um tema. Mesmo assim, os meus preferidos são: On the sea, Myth, Lazuli, Wild e New year.
Os lugares anteriores estão aqui.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Os melhores de 2012 (Humilde escolha do autor) 10 a 6


Com uns dias de atraso e como não quero perder o hábito, publico (também aqui) as minhas preferências musicais referentes ao ano de 2012.
Ficam os últimos cinco lugares:
Disco de estreia do quarteto Londrino de origem Escocesa. Rock/pop experimental, com toques de psicadelismo e alguma eletrónica. A segunda melhor revelação do ano. Temas  em destaque: Default, Waveforms e Wor.
09. DIIV - Oshin
Os DIIV (anteriormente conhecidos como Dive) começaram por ser um projeto a solo do guitarrista dos Beach Fossils Zachary Cole Smith. Mais tarde, veio a transformar-se no quarteto que hoje conhecemos, editando (também) no ano de 2012 o seu disco de estreia. Há muito que não ouvia uma banda Dreampop/Shoegaze com tanta qualidade e com vocalizações dignas. Principais destaques: DousedHow long have you known? e Follow.
08. Toy - Toy
O terceiro álbum de estreia desta lista pertence aos Toy, projeto também Londrino, que pratica um impecável rock psicadélico, apoiado na voz genuína de Tom Dougall. Esta banda foi para mim a grande revelação do ano que passou. Temas a destacar: Left myself behind, Dead and gone e Lose my way.
Brendan Perry e Lisa Gerrard são, desde a década de 80, um dos mais originais projetos na área da fusão entre a denominada World Music e os sons pop. Dignos representantes da mítica 4AD, regressaram em 2012, depois de 6 anos sem edições. O regresso do ano. Destaques: Children of the sun, OpiumAll in good time.
Vencedores do Mercury Prize de 2012, este quarteto de Leeds estreia-se com um Grande disco rock, depois de ter já dado um simpático "ar de graça" com o EP de 2011. Nele podemos encontrar temas de uma originalidade ímpar, com alguns travos de psicadelismo e até ritmos Trip Hop. Imprescindíveis: BreezeblocksSomething good e Matilda.