terça-feira, 17 de maio de 2011

Há questões que...

... ainda permanecem sem resposta...
"Muitos dos nossos políticos, nomeadamente os que presentemente detêm o poder e governam o país, bradam aos céus e ao povo que a intervenção do famigerado FMI será um verdadeiro atentado á nossa soberania.
O FMI, afinal o que é que vem cá fazer?
Pelo que vou lendo e ouvindo julgo que o FMI vem cá para resolver aquilo que os nossos governantes não conseguem.
Governantes esses que são os principais (ainda que não os únicos) responsáveis pela situação a que chegámos e que nos vai trazer, em 2011, ainda mais desgraças.
Mais desemprego, mais dívidas, juros mais altos, menos segurança social, mais pobreza, etc.
E, como é evidente, vamos tapando buracos e remediando situações que em nada contribuem para resolver a crise.
Muito do que pedimos emprestado não vai melhorar em nada a situação económica do País e, indirectamente, abalar todo o sistema social, um dos pilares da nossa sociedade.
O que pedimos hoje terá que ser pago nos próximos anos, com "língua de palmo", como se dizia noutros tempos. Vamos ter que pagar milhares de milhões de euros multiplicados por juros enormes.
E, assim, orgulhosamente os nossos governantes dizem que o FMI, a intervir no nosso país, irá ferir o orgulho dos portugueses e, consequentemente, abalar a nossa soberania.
Será que a maioria dos portugueses se sentirá ferido no seu orgulho?
Ou não serão os nossos governantes que devem ter vergonha do que fizeram?
A nossa soberania, os nossos orgulhos e vergonhas de um passado de mais de oitocentos anos, ficarão assim tão abalados?
Sofremos enxovalhos muito mais pesados, perdemos a soberania, total ou parcialmente.
Lembremos apenas alguns casos, a dinastia dos Filipes de Espanha, as ocupações francesas, o ultimato inglês.
Será que preferimos aguentar ainda mais problemas porque os nosso. Governantes não são capazes de emendar o que de mal fizeram? Quem é que realmente deve ficar envergonhado? 
Nós, o povo, ou os nossos governantes? A "soberania" nacional fica diminuída? Ou não serão os governantes que devem assumir a vergonha?
Ou se continuarmos a pedir mais e mais financiamentos, se tivermos dificuldades ainda maiores para os pagarmos, isso não afectará a nossa soberania?
Não nos tentem iludir mais e mais vezes.
Assumam as responsabilidades e não digam que não querem cá o FMI, mas sim, digam-nos porque é que o não querem. Mas com razões concretas, algo que se compreenda.
Não estamos em condições de repudiar ajudas, se forem válidas, do FMI ou da EU, apenas porque os nossos governantes não querem, não têm a coragem de assumir a realidade da nossa situação e da responsabilidade que tiveram e têm, em todo este longo e doloroso processo.
Se a vinda do FMI nos ajudar a ultrapassar a situação a que chegámos então que venham.
Ficamos (?) um pouco envergonhados, mas resolvemos os problemas.
E, nesse caso, os nossos governantes actuais ficarão tão envergonhados que se demitirão.
E a nossa soberania talvez se arrepie um pouco, mas sobreviverá."

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Beirut - Postcards from Italy

Quem me conhece sabe que me apaixonei pelo projecto Beirut ao primeiro contacto; quem me conhece sabe que fiquei extremamente arrependido de o ter perdido ao vivo no Sudoeste do ano passado; quem me conhece sabe que estou excitado pelo facto de poder ver Zack e seus parceiros este ano no Meco.
O primeiro contacto (que me recordo de ter) com este talentoso artista (agora munido de um também genial conjunto de artistas) foi o single aqui apresentado, que faz parte do disco de estreia Gulag Orkestar, editado em 2006.
Entretanto, Beirut prepara a tour europeia e participou na banda sonora do filme/documentário Bombay Beach.
Beirut - Postcards from Italy
-Gulag Orkestar (2006)-

sexta-feira, 6 de maio de 2011

My Bloody Valentine - When you sleep

When I look at you
Oh, but I don't know what's real
Once in a while
And you make me laugh

And I'll sleep tomorrow
And it won't be long
I won't stand around
Then you took me down
When you walk away

When you say, "I do"
Oh, but I don't believe in you
I can't forget it
No...oooh

When you sleep tomorrow
And it won't be long
Once in a while
When you make me smile
When you turn your long blonde hair

When I look at you
Oh, but I don't know what's real
Once in a while
And you make me laugh

And I'll sleep tomorrow
And it won't be long
I won't stand around
Then you took me down
When you walk away.
My Bloody Valentine - When you sleep
-Loveless (1991)-

terça-feira, 3 de maio de 2011

estou de volta...

... às electrónicas, mais exactamente às suas várias e distintas vertentes. Com o presente volume (QuasePodcast 17) pretendo apresentar alguns caminhos distintos do normal uso de máquinas para fabricar melodias com batida. O mote para esta compilação foi dado por  recentes edições de alguns dos nomes que mais aprecio nesta área e que normalmente primam pela constante renovação de estilo e reinvenção de técnicas. Decidi-me por incluir temas que, na minha opinião, apresentam novas direcções na área da música electrónica, sejam eles de fusão, de experimentação ou que simplesmente acrescentem algo aos tradicionais métodos de produção.  O alinhamento é o seguintes:
01. Alone - No Data [N]
02. Battles - Futura
03. Spoonbill - The Famous Lane
04. Gorillaz - Revolving doors
05. Prefuse 73 - The Only Valentine's Day Failure
06. Red Snapper - Biffa Bacon
07. Bonobo - Kong
08. Mr. Scruff - Hold The Dub
09. UNKLE - Only The Lonely
10. Amon Tobin - Bedtime Stories
11. Panda Bear - Slow Motion
12. The Field - Sun And Ice
13. Bartek Kawula - Force
14. Sei A - Who dares (Wins Alternate Mix)
15. Actress - Maze
16. Burial - Stolen Dog
O QuasePodcast17 tem aproximadamente 73 minutos e pode ser descarregado aqui.
  Os temas usados nesta compilação destinam-se unicamente a fins de teste. Caso alguém se sinta lesado com a divulgação, faça favor de manifestar o facto, razão que levará à retirada dos mesmos.

terça-feira, 26 de abril de 2011

La Femme - Télégraphe

Apresento-vos o quarteto parisiense La Femme. Trata-se de um interessante e debutante projecto na área do rock. Algumas publicações caracterizam o seu som como surf rock com estilo New Wave francês. Pessoalmente, acho-os muito promissores e chamaram suficientemente a minha atenção até ao ponto de merecerem este destaque. Em Dezembro de 2010 editaram o EP de estreia Le Podium#1, onde se pode encontrar o tema apresentado. A QRO escreve assim sobre o disco de estreia: "Le Podium#1 might have originally gotten attention for its cover, were its take on Gustave Courbet's L'Origine du monde not censored, but the band's sound is more than enough to make you remember La Femme." Penso que haverá certamente alguns de vós a concordar comigo e a ficar de olho neles...