quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Festival Sudoeste 2008: Como foi_Parte III

Continuação deste e deste. O dia quatro do SW iniciou-se com o que para mim foi o melhor concerto (exceptuando os nomes já consagrados). Assisti extasiado a uma brilhante prestação dos Fanfarlo, banda britânica e simpática, que muito aprecio e que adorei ao vivo. A seguir veio o furacão rock chamado Vicious Five, com o vocalista Joaquim a ter, como sempre, uma entrega total. Uma vigorosa prestação dos lisboetas. Os Junior Boys apresentaram-se cheios de boas intenções mas foram prejudicados por uma falha técnica que fez com que o duo australiano tivesse de acabar prematuramente. Depois de uma alargada espera, entraram em palco, com vontade de triunfar, os Cut Copy, outro projecto vindo da Oceania. O povo (que enchia o Planeta Sudoeste) rende-se totalmente, venera o trio, que retribui com temas enérgicos e totalmente dançáveis. Uma brilhante prestação.
A esta hora já as pernas falhavam mas era tempo de rumar ao palco principal para rever Franz Ferdinand. Os escoceses, que não sabem o que é fazer maus concertos, depois de ultrapassados os problemas de energia, deram ao público o que este queria: bons e vibrantes temas. Um rico concerto para final de noite e de festival. Sim, porque a malta já não tem vinte anos e passadas umas horas havia muitos quilómetros a fazer até à beira baixa. 
À saída do recinto, ainda senti a tentação das viciantes batidas de Booka Shade no Kubik, mas ... 
Entre outras curiosidades do SW 2008, retive a maneira peculiar de confeccionar um café lá para os lados do Alentejo: O simpático funcionário de uma famosa marca de comida rápida (que começa por P e acaba em O) entre bica e bica, usa o tampo da mesa como batente. Ainda criticam o pessoal do interior...

Phong - Sun Rockets

Phong - Sun Rockets
 

I'm From Barcelona - Paper Planes

I'm From Barcelona - Paper Planes

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Festival Sudoeste 2008: Como foi_Parte II

Continuação deste.
Chegado o dia dois (especial por variados motivos) e um dos mais aguardados pela riqueza do cartaz, decidimos ir directamente para o palco principal (TMN) para ver pele primeira vez Rita Red Shoes. Um doce concerto ao final da tarde, cheio de boas canções. Depois de jantar, visitámos o Planeta Sudoeste para ver uma prestação interessante de Rosalia de Souza, antes de regressar em definitivo ao anterior para assentar arraial e ver de seguida as 3 actuações de interesse deste dia. Gostei muito de rever Tindersticks, principalmente neste local e à hora do crepúsculo, só tendo pecado pela ausência de temas essenciais da carreira e com um pouco mais de ritmo. Mesmo assim achei o concerto bom. Os seguintes no alinhamento sim, abanaram um pouco o povo, meio adormecido pela melancolia da música dos anteriores. Alison Goldfrapp e a sua banda apresentaram, a um bom nível, os melhores temas de Seventh tree e também os sucessos da carreira (talvez erradamente guardados para o final). Foi um bom aquecimento para a festa que se adivinhava a seguir.
À hora marcada, lá entram os tão esperados Chemical Brothers, começa o festim electrónico e o  pessoal reage à altura. Duas almas atrás de um amontoado de máquinas, com efeitos visuais fantásticos, grandes temas e o já habitual mover de corpos ao som das fortes batidas debitadas. O melhor concerto do Festival, terminou em grande com Star Guitar. Brutal. Nesse final de dia, houve ainda tempo para uma passagem rápida pelo Kubik para ouvir alguns temas do pouco inspirado Rui Vargas.
O dia três, foi inesperadamente o melhor no seu todo e muito à custa de projectos nacionais, sendo um dos melhores o inicial no Planeta Sudoeste - Os Pontos Negros, mostrando um rock atraente e cativante do primeiro ao último tema. São já uma grande banda.
O projecto seguinte - Deolinda - (sobre o qual tinha elevada curiosidade) foi na senda de sucesso dos de Queluz, com uma enérgica e sempre comunicativa Ana e o povo a gostar do cruzamento de fado com outras sonoridades. Muito bom concerto. O fado a sério veio a seguir, em grande nível, já com a tenda completamente cheia e o total respeito por Camané.
A noite no palco TMN acaba em beleza com o britânico do mundo Nitin Sawhney. Excelentes músicos, vocalizações e temas, algures entre a world e o chill out, facto que agradou à maioria dos presentes. Esta foi para mim a melhor actuação do dia. Foi uma sensação fantástica ouvir ao vivo temas como letting go, prophesy ou nadia.
Como se passam, no SW, as tardes em que não se vai à praia? A hidratar e a olhar para o ar...

Capas de discos em Lego

Aqui podem ser vistas 20 capas de discos emblemáticos da história do rock, recriadas com a ajuda de peças de Lego. Conseguis adivinhar que disco é este?

Vincent van Gogh_007 - The night café

Vincent van Gogh - The night café

A julgar pela cor do bicho,...

... definitivamente, tenho mau sol.