"Os meus textos são acima de tudo uma tarefa. É penoso escrevê-los, uma alegria acabá-los, uma irrelevância vê-los publicados."
Pedro Mexia
"Não fico satisfeito em ouvir a música em casa sem a dar a conhecer." Mestre António Sérgio

"...O que existe agora é o consumo musical cada vez mais individualista e solipsista, ao ponto de vários jovens poderem estar na mesma sala ou no mesmo café a ouvir músicas diferentes, sem comunicação ou interacção. É mais democrático e acessível, é mais fashion e mais de acordo com as regras da cultura pop, mas neste fenómeno de fruição perdem-se vivências e perde-se o prazer da partilha em comum. É certo que para cada nova geração, surgem novas fórmulas de fruição musical. Até ao dia em que essas gerações só conheçam o mundo virtual onde a desmaterialização da música impera. Para o bem e para o mal."
"Tive a sorte de assistir, ao vivo, e ao lado dele, àquele que certamente terá sido um dos mais marcantes encontros da vida do Sérgio. Foi em 1993. Estávamos em Manchester, em plena convenção ‘In The City’, onde se juntavam músicos, editores e divulgadores… Tínhamos partido juntos de Lisboa e levávamos três objectivos na bagagem: comprar discos para a discoteca de uma nova estação de rádio que iniciaria as emissões algumas semanas depois (a XFM), estabelecer contactos com editoras independentes e… desafiar John Peel a fazer um programa para a “xis”…
"...Onde estão os presidentes de Tribunal de Contas que, ao longo de décadas, se limitaram a remeter para inócuos relatórios e pálidas recomendações o crónico incumprimento de regras para um registo fiável das contas do Governo Regional da Madeira? Onde estão os ministros das Finanças e os secretários de Estado do Orçamento que ignoraram todos os sinais e alertas? Onde estão os presidentes do Instituto Nacional de Estatística e os governadores do Banco de Portugal que precisaram de uma troika estrangeira para aprender a somar e a diminuir as parcelas enviadas do Funchal? Onde estão os magistrados que nunca acharam ali matéria de inquérito?
"...Por tudo isto, a União Europeia é uma aliança envergonhada, sem uma estratégia de defesa comum, sem posição consensual nas grandes questões mundiais, feita de um equilíbrio difícil entre interesses egoístas dos estados-membros, à mercê de populismos nacionalistas e oportunistas. Temos uma Europa em que só a burocracia é transnacional, e que não foi capaz de construir uma nova soberania que substituísse aquela que foi subtraída aos seus estados-membros, uma entidade pela qual nenhum dos seus cidadãos parece capaz de verter o seu sangue, se ela estiver debaixo de uma ameaça externa convencional. E, por isso, não admira que os seus cidadãos se recusem a fazer sacrifícios mútuos perante uma ameaça interna de desagregação. Esta Europa não passa de um rebanho sem bons pastores, que se desagrega logo que o pasto escasseia..."
Pelo que vou lendo e ouvindo julgo que o FMI vem cá para resolver aquilo que os nossos governantes não conseguem.